Na corrida desenfreada das indústrias, o consumismo selvagem é nutrido pela obsolescência programada. Foto: http://www.shutterstock.com/
Já se tornou lugar comum falar do papel da população na defesa do planeta. A adoção de novos hábitos de vida é sempre o principal conselho dado àquele que quer “fazer a sua parte”. Mas essa nem sempre é uma tarefa fácil, afinal, poucos são os que estão dispostos a abrir mão das comodidades oferecidas, principalmente pelo setor tecnológico, e é exatamente a busca deste item que tem feito o homem consumir cada vez mais.
Um estudo feito a cada dez anos pela organização não governamental norte-americana Global Footprint Network (Rede Global de Pegada Ecológica), que compara o que consumimos em recursos naturais ao ano à capacidade do planeta em se renovar, aponta que já extrapolamos a meta anual desde o dia 20 do mês passado. O que significa que tudo aquilo que consumirmos até o dia 31 de dezembro de 2013 fomentará danos nocivos ao planeta, como a redução das florestas, escassez de alimentos e aquecimento global.
Na corrida desenfreada das indústrias, o consumismo selvagem é nutrido pela obsolescência programada. Não é obra do acaso a fragilidade de alguns produtos. Sua não durabilidade irá forçar a substituição. No caso dos tecnológicos, a estratégia é o lançamento, em um curto espaço de tempo, de modelos mais avançados de determinados aparelhos, o que torna a matriz cada vez mais retrógrada.
Como se não bastasse, a prática vem gerando uma inacreditável produção de lixo eletrônico. Somente no Brasil, onde a cota per capta deve saltar de 6,5kg para 8kg /habitante/ano até 2015, descarta-se anualmente 140 mil toneladas de geladeiras e estima-se que lançaremos mão de 7,5 mil toneladas de celulares, somente este ano.
Se fugir dessa armadilha parece tarefa impossível, pior é a tarefa do planeta em se renovar sem que o demos tempo hábil para tal feito.
Um dos pontos positivos da revolução tecnológica foi dispor a informação ao alcance de todos. Sites especializados e artigos sobre o tema sejam eles científicos ou não, minam diariamente na grande rede, à distância de um click.
O grande paradoxo que se interpõe é: de que nos servirá tantas máquinas e equipamentos num futuro próximo, onde o que de fato importa à vida é comida, água e ar, já que nosso organismo não é adaptado para digerir placas e chips eletrônicos?
* Claudia Cataldi é jornalista, colunista de Plurale e apresenta há 8 anos um programa de responsabilidade social na Tv Band. Publicou 3 livros e é Mestre em Ciência Política.** Publicado originalmente no site Plurale. (Plurale)
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