
Resultado da iniciativa Intersectoral Impact Model Intercomparison Project (ISI-MIP), o trabalho aponta que a Amazônia, o Mediterrâneo e a África oriental estão entre os locais que experimentarão as maiores transformações em diversos setores devido ao aquecimento global.
“Impactos das mudanças climáticas que se sobrepõem em diferentes setores têm o potencial de interagir entre si e multiplicar a pressão sobre as pessoas em áreas afetadas. É por isso que focamos em estudar impactos multissetoriais por todo o mundo. Descobrimos que eles serão sentidos tanto nos países em desenvolvimento quando nos desenvolvidos”, explicou Franziska Piontek, principal autora do novo estudo.
Como a pesquisa ainda não foi disponibilizada, não há como saber quais serão as transformações na Amazônia que o PIK destaca. Porém, outras entidades já alertaram para os riscos do aquecimento global para a região. No começo deste ano, por exemplo, a NASA salientou que a floresta não está conseguindo se recuperar das frequentes secas, e que sinais de degradação já podem ser vistos por satélites em 600 mil quilômetros quadrados.
Entretanto, o trabalho do PIK seria o pioneiro em cruzar dados de diversos setores e analisá-los em simulações computacionais com a ajuda de grupos de pesquisadores de diferentes nações.
“Trabalhando sob a ISI-MIP, os cientistas conseguiram formar um esforço comunitário para elucidar os riscos que a humanidade está correndo. Esse estudo pode ser considerado a fundação para futuras análises das consequências do aquecimento global”, afirma um comunicado do PIK.
A pesquisa já foi aprovada pelo PNAS, mas ainda não foi publicada. Interessados podem anotar a citação acadêmica e aguardar pela disponibilização online.
* Publicado originalmente no site CarbonoBrasil.